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Cinema brasileiro em 2026: público, bilheteria e desafios

O Anuário da ANCINE fechou 2025 com menos público e recorde de salas. Em 2026 a bilheteria voltou a crescer. Veja os números e o período de cada um.

2 min de leitura Equipe de conteúdo

Plateia lotada numa sala de cinema
Plateia lotada numa sala de cinema Créditos: Stock Adobe Diamond Phoenix

O cinema brasileiro chega a setembro de 2026 com dois retratos diferentes. O Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro, divulgado pela ANCINE em 2 de setembro, mostra que 2025 terminou com 112,8 milhões de ingressos vendidos, 10% a menos que em 2024. A renda caiu 7,6% e ficou em 2,3 bilhões de reais.

Os dados parciais deste ano apontam recuperação. Até maio, a bilheteria passou de 1 bilhão de reais, contra 944 milhões no mesmo período de 2025, segundo levantamento da CNN Brasil com dados da agência. Para quem produz, a questão é saber quanto desse movimento chega ao filme brasileiro.

Foram 154 lançamentos brasileiros entre 431 estreias, e o ano fechou com 1.010 filmes em exibição, o maior número da série histórica.

O que 2025 mostrou

Os filmes nacionais venderam 11,1 milhões de ingressos em 2025, queda de 11,8% em relação ao ano anterior. A participação no público total ficou em 9,9%, contra 10,1% em 2024. Foram 154 lançamentos brasileiros entre 431 estreias, e o ano fechou com 1.010 filmes em exibição, o maior número da série histórica.

O número de salas cresceu e bateu recorde, com 3.544 telas em 886 complexos. Como o público caiu, cada sala recebeu em média menos espectadores. Esse cenário pesa mais para o filme que precisa de tempo em cartaz para ser descoberto pelo boca a boca.

Quem puxa a recuperação

Os maiores sucessos de 2026 são estrangeiros. No primeiro semestre, Michael liderou com 168,4 milhões de reais e O Diabo Veste Prada 2 veio logo atrás, com 164,6 milhões, de acordo com a CNN Brasil. Entre os brasileiros, O Agente Secreto aproveitou as quatro indicações ao Oscar e estava em décimo lugar no ranking do ano no início de junho, com 26,3 milhões de reais.

A ANCINE ainda não tem número consolidado da participação nacional em 2026. Por isso é cedo para dizer que a volta do público às salas vai se traduzir em mais espaço para o filme brasileiro.

As regras do espaço nacional

A cota de tela deste ano foi definida pelo Decreto nº 12.323, de 24 de dezembro de 2025, com base na Lei nº 14.814, de 2024, e manteve os parâmetros de 2025. A ANCINE também anunciou uma Análise de Impacto Regulatório para atualizar a Instrução Normativa nº 170, de 2024. O objetivo declarado é estimular a permanência de filmes brasileiros em cartaz.

A permanência é justamente o ponto mais difícil. Um filme nacional de público médio precisa de algumas semanas para crescer e costuma perder sessões quando divide a programação com grandes lançamentos. Por isso as regras de permanência, a janela de exibição e o investimento em lançamento têm peso parecido com o volume de produção.

A Diamond Phoenix® acompanha esses números de perto porque eles orientam o planejamento de lançamento dos próprios projetos. Data de estreia, praças e tempo em cartaz entram na conta desde a fase de orçamento.

Fontes consultadas

  • Portal Exibidor: Ancine divulga Anuário do Audiovisual Brasileiro, com queda de público e crescimento do parque exibidor em 2025
  • CNN Brasil: Brasil supera R$ 1 bilhão em bilheteria em 2026; veja maiores arrecadações
  • CNN Brasil: Quais foram as maiores bilheterias do primeiro semestre de 2026? Confira
  • ANCINE: Publicado o Decreto da Cota de Tela para 2026

Texto da equipe de conteúdo da Diamond Phoenix.